Forças

30 06 2009

Forças…

O azedo gosto da derrota

A confusão da suposta vitória

Todas as vertentes, todas cheias de sementes

Espalham-se pelo oceano

Enquanto as brisas as levam para o mar

Fico eu, aqui sentado na areia

Imaginando peças de uma ceia

Completo o quebra-cabeça…

Mas ainda resta uma peça

Aquela que você a carrega

Sou completo, e ao mesmo tempo complexo

Não trago ardor, mas sim trago amor

Dentro do meu peito e em rumo ao meu leito

Imagino as tuas mãos

Repousando sobre as minhas e dizendo

Calmamente e em prantos

“Necessito-te”





Bendito!

15 06 2009

Da poesia vem muita simbologia

Simbologia que faz menção

Ó bexigão vermelho, esse…

Que se mostra a nós como coração

Voa por toda parte, cambaleia, caça e amassa

Caminha e se abre por toda a nação

Mas esse bicho danado apenas para

Quando encontra o rascunho da perfeição

O monstrinho se mostra fervente

Que nem uma panela de pressão

E para já… não se faça uma vertente, caro amigo

Sem antes consultar o  bendito coração!





Oceano Ocular

5 06 2009

Dentro do oceano vejo sementes

Elas, que semeiam com ações, com perdões, com milhões

De estrelas e de iguarias, que se espalham pelo céu e pela terra

E que se mostram aqui, para nos guiar… para nos segurar

 

Dentro de um vasto oceano, vejo vertentes

De uma vida alegre e feliz, vejo sorrisos

Daqueles que se mostram queridos e bem quistos

E que são julgados pela natureza e pelo bem

 

Dentro do oceano, vejo sementes

De um coração sutil que chega para me acalmar

Trazendo toda a sua graça, nunca temendo pela desgraça

E que torna tudo belo ao luar

 

Dentro do vasto oceano, vejo sentimentos

Que crescem junto da maré, dia e noite… pouco a pouco

Atingindo um grau de harmonia e sedução

Este, que me traz ao observar o seu olhar.





A janela, a luz, a faixa

7 05 2009

A luz se depara na janela como uma faixa

Reparo, penso, descanso e descalço levanto

Reparo nas estrelas inexistentes do dia

Me deparo com as pertinentes tarefas, é uma briga

 

Mesmo assim, continuo a caminhar

Desbravar e mostrar para todos

Que não se vive sem alegria

Calço o sapato e corro pela rua

 

Não torço, pois não tenho a quem torcer

Mas sim expresso, pois tenho o que expressar

Entre as palavras e as poesias

Vejo em ti o brilho das energias

 

Em toda história que se preze

Deve-se ter um final, bom ou ruim

Portanto, traçamos o nosso caminho

E nos tornamos assim, felizes

 

A faixa de luz se torna mais branda

Com a chegada do luar

Em meio ao quarto e a janela pouco aberta

Vejo assim, as reais estrelas

 

Descanso, reparo, penso, e descalço me deito

Me torno aquele que sempre quis

Antes de tirar o sono da noite

E assim, clamo para mais um dia no belo amanhã





A Floresta

2 05 2009

 

Voando distante, pelo céu, até pousar
Atravessando lentamente a floresta
Ultrapassando a relva e as plantas
Dentro da vida do planeta, encontro você
Parada observando, as árvores e as flores
Pequenas flores aos seus pés 
Lotadas de cores e espalhando tranqüilidade
Assim como me sento, quando próximo ao seu ser.
O verde da floresta, o verde das folhas
O prazer de me aproximar de você
De poder apenas conversar
Realizei-me, assim como quando do céu pousei
Conhecendo você a fundo
Percebo em minha mente e em meus sonhos
Que você, toma parte de meu coração profundo
Não consigo mais sair desta floresta, estou preso…
Dentro dessas plantas, encontro a calma
Acima destas plantas, encontro o céu
Onde não mais…
Se não junto de você, posso alcançar.

 

Voando distante, pelo céu, até pousar

Atravessando lentamente a floresta

Ultrapassando a relva e as plantas

Dentro da vida do planeta, encontro você

 

Parada observando, as árvores e as flores

Pequenas flores aos seus pés 

Lotadas de cores e espalhando tranqüilidade

Assim como me sento, quando próximo ao seu ser.

 

O verde da floresta, o verde das folhas

O prazer de me aproximar de você

De poder apenas conversar

Realizei-me, assim como quando do céu pousei

 

Conhecendo você a fundo

Percebo em minha mente e em meus sonhos

Que você, toma parte de meu coração profundo

Não consigo mais sair desta floresta, estou preso…

 

Dentro dessas plantas, encontro a calma

Acima destas plantas, encontro o céu

Onde não mais…

Se não junto de você, posso alcançar.





O ar da manhã, a luz da vida

1 05 2009

Acordo cedo… olho pela janela

vejo os pássaros cantarolando, voando

Reparo nas folhas e nas pétalas voando com a brisa

penso comigo mesmo que o mundo é uma dádiva

Estamos aqui para viver, saber… merecer

Assim como os pássaro cantam

Podemos também cantarolar, caminhar

simplesmente sem procurar

algo maior ou melhor… apenas esperar

as pétalas em suas mãos repousar

Torne-se a flor da primavera

Enquanto escrevo tais palavras nesta tela

Não ouso me opor…

aos artistas da solidão, mas ouso me expor

para apelar pelo amor por toda a nação

Quem sabe um dia me torno

um simples homem, que apenas de felicidade vive

e que não precise de mais nada… a não ser

da vida, do amor, de nossas dádivas, e claro… das canções da manhã.





O Farol

20 04 2009

Acordo de madrugada e olho pela janela… a lua está iluminando o oceano.

Avisto o farol, ao longe… depois do segundo par de punhado de pedras ao mar

Reparo na curvas e no fecho de luz que dele se esvai

Visando mostrar todos os segredos do universo e da verdade

Guio-me com seu farolete… me esguio para a janela

Ansiando ter asas, para voar e caminhar em direção as estrelas

Dentro deste quarto, há uma janela. A janela que pode me levar

Guiar-me, me transformar… me mostrar

Que a vida é um sonho. E que estamos nela por amor

As estrelas sorriem todas as noites,  assim como a brisa rebate em minha face

O cheiro do mar me traz lembranças… e as ondas causam a paixão

Que sinto em estar apenas respirando, olhando, apreciando…

O simples fato de a natureza existir. E dos meus sonhos persistirem.

Viajo nas mais vastas terras e retorno ao meu oceano

Aprecio a brisa, as ondas, e o farol que me guia. Olhar para qual lado?

O lado em que está a luz. Seja das estrelas, seja do farol, ou seja da beleza.





O vôo de um pássaro

20 04 2009

 

É tão belo quanto uma alma…

Uma alma que sabe sonhar

Que tem desejos, anseios

 

E que quebra barreiras para isso

As barreiras que antes nos assolam

Porém, que o amor de um coração

Ou mesmo de um toque de carinho…

Seja qual forte for a barreira for

Poderá  quebrada.

 

Enquanto vivemos…

Não podemos realmente saber o que é a vida

Ao estarmos condicionados.

 

Nos esquecemos o quão belo

Pode ser uma noite. O quão belo…

Pode ser o sol banhando as árvores

Em um dia de uma tarde de primavera.

 

Nos esquecemos e nos colocamos

Em função das coisas, e não dos seres.

 

Tais seres, que são importantes

Para nossa vida, para o nosso ser.

Aqueles que nos mostram, ou escondem

Caminhos e pedras. Que nos guiam…

Entre passagens e florestas… dentro de nosso julgamento

 

É você com que faz a vida ser vida…

 

Nós… e todos os seres vivos que nos cercam

Aqueles que nos permitem saber

Nos permitem enfim, viver

E assim os permitimos também

Porque assim podemos perceber

Que esses seres querem não mais do que você quer.

 

Seres que anseiam por amor, carinho e ternura.

E que acima de tudo, podemos enfim voar.

Não voar como um pássaro… mas sim, com nossos corações.





A caminhada do real… e a da fantasia

17 04 2009

A caminhada da vida apresenta dois caminhos…

O real, e a fantasia…

Se você pisar no real… cedo ou tarde, irá enlouquecer

Se você pisar na fantasia… cedo enlouquece e tarde espairece

 

O equilíbrio é importante…

A dosagem de cada um deles é fatal…

Se ousar amar… pode se esborrachar…

Mas se ousar se realizar… pode mais rápido se encontrar

 

A loucura está presente em todas as ações

Enquanto no real a razão se torna rígida e fria

Saber dizer na hora certa… é uma dádiva…

Conhecer e sentir atos… um ato mais do que nobre

 

Texto confuso, eu sei…

Porém a realidade é deturpada, e ao mesmo tempo exata

 Neste caso, me apoio na fantasia…

Para procurar uma errata em toda esta porcaria.

 

E me aproveitar disso, para nos satisfazer.





O caminho das flores

29 03 2009

 

Não há como explicar

O modo o qual às vezes encontro

É como explicar porque existem flores ou o amor

Ou porque uma sombra de uma árvore é revigorante

Tanto que chega a acalmar o espírito

É assim que me sinto enquanto em paz

E a paz encontro juntamente com o coração

Pois este é quem nos guia nas horas difíceis

E nos torna cada vez mais fortes

Vivemos na realidade… mas prezamos pelos sonhos

Sonhar… é viver… é amar, sentir, saber

E é junto disso e de peças importantes

Que saberei o caminho para onde seguir

Venha, me dê a  mão e vamos nos guiar

Neste mundo de caos, ainda há flores.

E nós fazemos parte delas. Apenas… não sabemos.