Forças

30 06 2009

Forças…

O azedo gosto da derrota

A confusão da suposta vitória

Todas as vertentes, todas cheias de sementes

Espalham-se pelo oceano

Enquanto as brisas as levam para o mar

Fico eu, aqui sentado na areia

Imaginando peças de uma ceia

Completo o quebra-cabeça…

Mas ainda resta uma peça

Aquela que você a carrega

Sou completo, e ao mesmo tempo complexo

Não trago ardor, mas sim trago amor

Dentro do meu peito e em rumo ao meu leito

Imagino as tuas mãos

Repousando sobre as minhas e dizendo

Calmamente e em prantos

“Necessito-te”





Sapatos desgastados

27 06 2009

Crer na vida…

Exercer o que devemos ser

Tais preceitos nos juram como vivos

Mas quando sabemos que o estamos?

Sabemos nos respeitar

Trazer de dentro, o estar?

Sentimentos, loucuras

Esses que nos seguem pelas ruas

Criam em nós dúvidas

E perduram, cada vez mais

Remetendo-nos a cada vez mais escolhas

Estas que nos trazem das masmorras

E nos mostram o caminho

Da esquerda ou da direita, de cima ou baixo

Sente nesta gangorra e pense

Almeje seus sentimentos, seja ciente

Estamos aqui para o que der e vier

Mas não se esqueça, nunca

Que as suas escolhas

É o traçado de seu caminho

E ao longo do tempo, caro amigo

É o seu sapato que estará desgastado





O lampejo escuro

17 06 2009

Enxergo na escuridão

Não preciso de olhos, nem mesmo percepção

Preciso apenas de meu coração

O gelo se esquenta com o soar das cornetas

O cometa se enfia dentro das cobertas

E aquele tambor bate em nossas orelhas

É o som da felicidade… é o som da paixão

Que traz gingado e menção

Aos aparatos da escuridão

Nos mostram caminhos novos

Traçados com farrapos…

Medidos como se fossem largados

Mas que se mostram amados

Aqueles, que trazem o amor

E que carregam a alegria

Esta é a canção…

Que soa em nossos ouvidos

E que no escuro nos fazem enxergar

Aproxime-se da escuridão

Acenda a sua lâmpada interna

E caia na paixão.

Este sentimento nunca diz não

Traz à tona toda  a menção

Dos bons e dos melhores momentos

Tais acontecimentos

Que nunca esqueceremos

Dentro de uma enorme bolha suave

Que nos tira do mundo, em contraste

Com a natureza e com as árvores

Vejo a luz na escuridão

Caminho em sua direção e prevejo

Uma vida de ilusão

Que se torna verdade a cada sonho

E que se mostra uma vertente nova

A cada momento e a cada sentimento

Deixe-se levar

Aprecie a vida…

Aprecie o que te traz vida

Aprecie a luz na escuridão

Afinal, não é preciso enxergar

Quando em todo esse sonho

Há, de fato, paixão.





Bendito!

15 06 2009

Da poesia vem muita simbologia

Simbologia que faz menção

Ó bexigão vermelho, esse…

Que se mostra a nós como coração

Voa por toda parte, cambaleia, caça e amassa

Caminha e se abre por toda a nação

Mas esse bicho danado apenas para

Quando encontra o rascunho da perfeição

O monstrinho se mostra fervente

Que nem uma panela de pressão

E para já… não se faça uma vertente, caro amigo

Sem antes consultar o  bendito coração!