Memórias, som… sons, memória

26 09 2009

Estava eu em casa sentado… quando de repente penso

as memórias são passageiras e agentes da saudade

a saudade, permanece junto da gente, junto dos pensamentos bons

temos saudades de coisas importantes, que marcam

temos saudades de beijos, abraços, carinhos

temos saudades de pessoas importantes na vida….

Mãe, pai, irmãos… e os outros irmãos, os amigos mais próximos

Toda essa ladainha… pela memória iminente.

Ela que se apaga cada vez mais… e se torna residente

dentro de um cérebro que não tece mais o seu passado

mas sim, anseia o futuro. Mas para atingir esse futuro

as memórias, a saudade, a felicidade, são cruciais

Um viva à nossa cabeça memorinteligente





Forças

30 06 2009

Forças…

O azedo gosto da derrota

A confusão da suposta vitória

Todas as vertentes, todas cheias de sementes

Espalham-se pelo oceano

Enquanto as brisas as levam para o mar

Fico eu, aqui sentado na areia

Imaginando peças de uma ceia

Completo o quebra-cabeça…

Mas ainda resta uma peça

Aquela que você a carrega

Sou completo, e ao mesmo tempo complexo

Não trago ardor, mas sim trago amor

Dentro do meu peito e em rumo ao meu leito

Imagino as tuas mãos

Repousando sobre as minhas e dizendo

Calmamente e em prantos

“Necessito-te”





Sapatos desgastados

27 06 2009

Crer na vida…

Exercer o que devemos ser

Tais preceitos nos juram como vivos

Mas quando sabemos que o estamos?

Sabemos nos respeitar

Trazer de dentro, o estar?

Sentimentos, loucuras

Esses que nos seguem pelas ruas

Criam em nós dúvidas

E perduram, cada vez mais

Remetendo-nos a cada vez mais escolhas

Estas que nos trazem das masmorras

E nos mostram o caminho

Da esquerda ou da direita, de cima ou baixo

Sente nesta gangorra e pense

Almeje seus sentimentos, seja ciente

Estamos aqui para o que der e vier

Mas não se esqueça, nunca

Que as suas escolhas

É o traçado de seu caminho

E ao longo do tempo, caro amigo

É o seu sapato que estará desgastado





O lampejo escuro

17 06 2009

Enxergo na escuridão

Não preciso de olhos, nem mesmo percepção

Preciso apenas de meu coração

O gelo se esquenta com o soar das cornetas

O cometa se enfia dentro das cobertas

E aquele tambor bate em nossas orelhas

É o som da felicidade… é o som da paixão

Que traz gingado e menção

Aos aparatos da escuridão

Nos mostram caminhos novos

Traçados com farrapos…

Medidos como se fossem largados

Mas que se mostram amados

Aqueles, que trazem o amor

E que carregam a alegria

Esta é a canção…

Que soa em nossos ouvidos

E que no escuro nos fazem enxergar

Aproxime-se da escuridão

Acenda a sua lâmpada interna

E caia na paixão.

Este sentimento nunca diz não

Traz à tona toda  a menção

Dos bons e dos melhores momentos

Tais acontecimentos

Que nunca esqueceremos

Dentro de uma enorme bolha suave

Que nos tira do mundo, em contraste

Com a natureza e com as árvores

Vejo a luz na escuridão

Caminho em sua direção e prevejo

Uma vida de ilusão

Que se torna verdade a cada sonho

E que se mostra uma vertente nova

A cada momento e a cada sentimento

Deixe-se levar

Aprecie a vida…

Aprecie o que te traz vida

Aprecie a luz na escuridão

Afinal, não é preciso enxergar

Quando em todo esse sonho

Há, de fato, paixão.





Bendito!

15 06 2009

Da poesia vem muita simbologia

Simbologia que faz menção

Ó bexigão vermelho, esse…

Que se mostra a nós como coração

Voa por toda parte, cambaleia, caça e amassa

Caminha e se abre por toda a nação

Mas esse bicho danado apenas para

Quando encontra o rascunho da perfeição

O monstrinho se mostra fervente

Que nem uma panela de pressão

E para já… não se faça uma vertente, caro amigo

Sem antes consultar o  bendito coração!





Uma chama no céu, uma tocha na escuridão

9 06 2009

O fogo da fogueira avança…

O fogo da fogueira se mostra insistente, pertinente

Aquele que nos mostra o quanto é quente

E o quanto tememos por nossa mente

 

O fogo, que ilumina a noite fria

ele, que nos esquenta da noite sombria

Mostre-me o caminho das cegonhas

Atinja o céu com a sua labareda

 

E assim, esquente a minha casa

Esta, que fica acima das nuvens

Corro pelo campo, corro pelo céu

Busco a paz, a sabedoria e a eternidade

 

Quem sabe não encontro…

Neste meio de emaranhados, de cometas e do fogo

Uma estrela, que brilhe e me dê a vontade

De voar como um pássaro, de ser o que sou

 

De me ver onde estou e me deitar

Para todas as outras estrelas olhar, e nunca permanecer

Sem o brilho vital de seu coração

Este, que me guia para a simples emoção

 

Sentimento que cria a ilusão

Mas não tema, caro amigo… neste mundo

A realidade se distorce…

Eu vivo em uma árvore de pólen, e você no remorso

 

Agora, me mostre o caminho

Traga-me a luz, me abrace, aperte minha mão

E olhe nos meus olhos… para assim dizer

Se devo ou não, desistir e pedir perdão





Oceano Ocular

5 06 2009

Dentro do oceano vejo sementes

Elas, que semeiam com ações, com perdões, com milhões

De estrelas e de iguarias, que se espalham pelo céu e pela terra

E que se mostram aqui, para nos guiar… para nos segurar

 

Dentro de um vasto oceano, vejo vertentes

De uma vida alegre e feliz, vejo sorrisos

Daqueles que se mostram queridos e bem quistos

E que são julgados pela natureza e pelo bem

 

Dentro do oceano, vejo sementes

De um coração sutil que chega para me acalmar

Trazendo toda a sua graça, nunca temendo pela desgraça

E que torna tudo belo ao luar

 

Dentro do vasto oceano, vejo sentimentos

Que crescem junto da maré, dia e noite… pouco a pouco

Atingindo um grau de harmonia e sedução

Este, que me traz ao observar o seu olhar.





Visão Periférica

28 05 2009

 

Caminho pelo deserto, sem sentimento, sem ar… perdendo a cabeça

Envolto da lama árida, pensando como uma carcaça no asfalto

A cada passo uma luta… a cada fração, uma agulha em meus tendões

Existe uma praça, mas não consigo alcançá-la… apenas consigo me manter na dor

Quando levanto cada passo, quando penso em cada pedaço…

Consigo alcançar a beleza da solidão… como um bêbado na calçada

Apreciando a desgraça do mundo, amando cada momento

Envolto de uma sociedade mórbida

Caminho eu, ali… naquele deserto

Onde não se vêem pessoas… mas se vê coringas

Bobos-da-corte vestidos de ternos e gravatas

Pagos para liderar, pagos para caçar, pagos para desnaturar

Agora, corro pelo deserto, em busca de um abrigo

Em meio há tanta areia, eis que um oásis surge

Finalmente, cheguei até a praça. Me vejo como um ser

Sinto como um ser, sou criador, sou arte, sou beleza, sou… amor.

O deserto por toda a volta se esvai quando sinto amor

Nunca mais estarei só.

E posso enxergar o futuro.





Voando baixo

18 05 2009

Vôo baixo e penso alto

Vejo em você as palavras da beleza

Aquela que fala em silêncio, que exala pureza

A energia e poder, em si, se torna cada vez mais forte

Me mostra assim, as coisas da vida

Continuo voando… baixo. Pensando alto.

Procurando naquele e naquilo, a satisfação

O querer de um ser. A vida antes de morrer

Vejo em ti, minhas palavras

Meus olhares, minhas esperanças

Imagino logo uma semelhança

Não entendo a diferença no bem-querer

Somos de coração, mente e alma

Por isso, pensamos, simplesmente com calma

Será esse o sentido de toda essa alegria

Ou será apenas o começo de uma nova vida?





A artista do nascimento

10 05 2009

Ser como qualquer outro por fora

Mas que por dentro demonstra beleza, extrema

Sabedoria, conhecimento e amor

E mais do que tudo, instinto.

Sabe-se cuidar. Sabe-se dar carinho

Sabe o que é viver

Sabe o que é saber

O coração não segura, mas sim dispara

Com a luz do sol ou com a noite da lua

E que traz a todos a proteção

De uma carapaça constante

A consciência nos mostra, nos guia

Ela, que nos informa sobre o dia

Que nos conta a vida

E que nos introduz neste vasto mundo

E nos solta para aprendermos, conhecermos

Graças a ela vivo. Graças a você convivo.

Ela é a peça crucial para a maravilha da vida

Ela é a passagem para as flores

Ela é a agente da sutileza, da delicadeza, do amor…

Ela é… mãe.