O lampejo escuro

17 06 2009

Enxergo na escuridão

Não preciso de olhos, nem mesmo percepção

Preciso apenas de meu coração

O gelo se esquenta com o soar das cornetas

O cometa se enfia dentro das cobertas

E aquele tambor bate em nossas orelhas

É o som da felicidade… é o som da paixão

Que traz gingado e menção

Aos aparatos da escuridão

Nos mostram caminhos novos

Traçados com farrapos…

Medidos como se fossem largados

Mas que se mostram amados

Aqueles, que trazem o amor

E que carregam a alegria

Esta é a canção…

Que soa em nossos ouvidos

E que no escuro nos fazem enxergar

Aproxime-se da escuridão

Acenda a sua lâmpada interna

E caia na paixão.

Este sentimento nunca diz não

Traz à tona toda  a menção

Dos bons e dos melhores momentos

Tais acontecimentos

Que nunca esqueceremos

Dentro de uma enorme bolha suave

Que nos tira do mundo, em contraste

Com a natureza e com as árvores

Vejo a luz na escuridão

Caminho em sua direção e prevejo

Uma vida de ilusão

Que se torna verdade a cada sonho

E que se mostra uma vertente nova

A cada momento e a cada sentimento

Deixe-se levar

Aprecie a vida…

Aprecie o que te traz vida

Aprecie a luz na escuridão

Afinal, não é preciso enxergar

Quando em todo esse sonho

Há, de fato, paixão.


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